terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A Capoeira No Brasil

 

A história da capoeira
Foto: Câmara dos deputados 



Julho é mês de celebramos a capoeira enquanto expressão artística brasileira que mistura esporte, luta, filosofia, dança e musicalidade. Todo mundo já deve ter visto uma roda de capoeira - mesmo que somente em um filme ou numa pintura. A cena é familiar: praticantes se reúnem em um círculo e ao centro dois capoeiristas executam movimentos de ataque e defesa. As demais pessoas cantam e tocam instrumentos. É a música que conduz o ritmo dos jogadores.

A capoeira surgiu como resposta a violência a qual os escravizados eram submetidos em tempos coloniais e imperiais no Brasil. A partir de golpes e movimentos corporais ágeis, a luta permitia que eles se defendessem das brutais perseguições dos capitães do mato, cuja atribuição era capturar quem havia fugido. Para não levantarem suspeitas – os senhores de engenho proibiam que praticassem qualquer tipo de esporte – os capoeiristas adaptaram os movimentos e adicionaram elementos coreográficos e musicais, camuflando seu verdadeiro significado. 





capoeira no brasil
Foto:Edgar de Souza


Após a abolição da escravatura, a prática continuou sendo vista como subversiva e apenas em 1937 deixou de ser considerada criminosa pelo Código Penal brasileiro. Acredita-se que a origem do nome capoeira tenha relação aos locais onde o esporte era praticado: em campos abertos e sem vegetação. Esta técnica era também uma forma de preservar a cultura de origem e desenvolver laços entre os praticantes.

 Hoje, a capoeira é considerada umas das maiores manifestações culturais brasileiras e é reconhecida mundialmente como prática que une o esporte e a arte. A música é um dos elementos que distingue esta modalidade de outras lutas. Inclusive, é essencial para que o praticante seja considerado um capoeirista completo. Além dos movimentos corporais, os praticantes devem também saber tocar instrumentos de origem afro-brasileira como o atabaque, o agogô e o berimbau.

Este último é o principal dos instrumentos e também o mais famoso e mundialmente associado à capoeira. Existem ainda diferentes maneiras de toques, como o "toque de cavalaria", que era utilizado para avisar aos capoeiristas que a polícia estava se aproximando. A capoeira no mundo A celebração do Dia Mundial da Capoeira está prevista no Artigo 10 da Convenção Internacional da Capoeira, documento que criou a Federação Internacional dessa arte. 

O objetivo é congregar todas as comunidades de capoeira ao redor do mundo e estabelecer um organismo único de regulamentação do esporte. Em 2014, a prática foi reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Assim, a tradição passa a ser vista como uma filosofia de mundo, buscando manter o respeito entre comunidades, promover integração social e salvaguardar a memória de resistência do povo vindo da África. No Brasil, a Roda de Capoeira já havia sido reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural Brasileiro desde julho de 2008 - conquista essa que reflete mais de oito décadas de combate contra o preconceito à prática.

Reprodução: Fonte 

Share:

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Foto Proibida 2004


a foto proibida 2004


Em abril de 2004, cerca de 700 soldados americanos foram mortos no campo de batalha no Iraque, mas nunca foram vistas imagens dos mortos voltando para casa em caixões. O governo dos EUA proibiu as agências de notícias de fotografar tais cenas em 1991, argumentando que elas violavam a privacidade das famílias e a dignidade dos mortos.  

Para os críticos, a política era simplesmente uma forma de sanear um conflito cada vez mais sangrento. Como empreiteira do governo trabalhando para uma empresa de carga no Kuwait, Tami Silicio ficou comovida com a carga cada vez mais humana que carregava e se sentiu compelida a compartilhar o que estava vendo. Em 7 de abril, Silicio usou sua Nikon Coolpix para fotografar mais de 20 caixões cobertos com bandeiras enquanto passavam pelo Kuwait a caminho da Base Aérea de Dover, em Delaware. Ela enviou a foto por e-mail para um amigo nos Estados Unidos, que a encaminhou para um editor de fotos do Seattle Times. Com a permissão de Silicio, o Times colocou a foto na primeira página em 18 de abril — e imediatamente desencadeou uma tempestade de fogo. Em poucos dias, Silicio foi demitida de seu emprego e um debate se alastrou sobre a ética da publicação das imagens.

Share: